RECEITAS E LUCROS NA AMÉRICA LATINA CRESCEM MENOS DO TRÁFEGO AÉREO

 

Em seu detalhado balanço do tráfego e dos resultados de 2010, a revista Airline Business apresenta dados reveladores das conjunturas econômicas regionais. As 150 maiores empresas tiveram receitas conjuntas cerca de 20% acima daquelas do ano anterior,totalizando US$ 588 bilhões e as 200 “top” transportaram cerca de 2,5 bilhões de passageiros.

Por região coube à America Latina o maior índice de crescimento (16,5%), seguida pelo Oriente Médio (14,7%), Ásia/Pacífico (13,1%), África (8,7%) e Europa (7,1%). Esse crescimento proporcionou à indústria um lucro operacional de US$ 32,4 bilhões – contra o lucro zero de 2009 e a perda de cerca US$ 15 bilhões em 2008. As empresas que mais lucraram foram as três chinesas,com destaque para a Air China .Individualmente, a primeira da lista foi a Cathay Pacífic , com US$ 1,83 bilhão,pouco acima do US$ 1,82 bilhão da Air China.A Lufthansa chegou ao terceiro lugar (US$ 1,49 bilhão), seguida pela Emirates (US$ 1,47 bilhão) pela China Southern (US$ 857 milhões), e  pelas United-Continental, Singapore e Air France/KLM (todas acima de 800 milhões).

Na América Latina, as receitas das 10 maiores totalizaram US$ 25,038 bilhões, com um aumento de 29% sobre 2009 e uma margem de lucro líquido de 5,5%.  A primeira delas foi a Tam (que se classificou também no 21º lugar entre as 150 maiores do globo), com uma receita de US$ 6,475 bilhões e um “net result” de US$ 363 milhões, seguida pela Lan com US$ 4,523 bilhões e pela Gol (US$ 3,972 bilhões de receita e US$ 122 milhões de lucro). As receitas das três brasileiras menores em milhões de dólares foram: Azul 525, Trip, 444 e Webjet 417 mil; elas ocupam as 8ª, 9ª e décima posição na classificação das aéreas latino-americanas.

Na Europa, com uma receita total das 150 maiores que chegou a US$ 165,342 bilhões, a margem média de lucro líquido foi menor (2,1%). Nas três primeiras posições se encontram Lufthansa, Air France/KLM e IAG (International Airline Group) inglês, que totalizaram US$ 86,9 bilhões de dólares de receitas, equivalentes a cerca de 52% do total regional. As restantes 9, todas na faixa entre US$ 5,9 bilhões e US$ 2,9 bilhões, incluem Sas,Turkish,Air Berlin,Ryanair,EasyJet, Aeroflot,Alitalia, Virgin Group e Tap Portugal.

Na América do Norte, sobre um total de US$ 182.917 bilhões de receitas as quatro maiores foram a United-Continental (US$ 34,13 bilhões) a Delta (US$ 31,755 bilhões).a FedEx Express (US$ 24,581 bi.) e a AMR Corporation (US$ 22,170 bi).Na Ásia/Pacífico, cuja receita total das 150 maiores empresas chegou a US$ 167,707 bilhões a liderança coube às duas companhias japonesas Japan Airlines (US$ 16,018 bilhões) e Ana Group (US$ 15,963 bilhões), seguidas pela Air China (US$ 12,203 bilhões,Qantas (US$ 12,145 bilhões) , Cathay Pacific, China Southern e China Eastern, as três com cerca de US$ 11 bilhões cada.

A seguir, a região do Oriente Médio teve receitas de US$ 36,065 bilhões, das quais US$ 14,807 bilhões da Emirates e US$ 5,381 bi. da Qatar.Na África , com uma receita total de US$ 11,175 bilhões, o primeiro lugar ficou com a South African (US$ 2,900 bilhões) seguida por Egyptair (US$ 1,900 bilhão) e Royal Air Maroc (US$ 1,500 bilhão).

Na classificação geral os lucros das maiores 150 aéreas totalizaram em 2010 cerca de US$ 19,2 bilhões. Com lucros acima do bilhão, encontramos a Cathay (US$ 1,83bilhão), a Air China (US$ 1,82 bilhão) a Lufthansa, com US$ 1,49 bilhão, e a Emirates (US$ 1,47 bilhão).