COMO REDUZIR O TEMPO GASTO PARA EMBARCAR OS
PASSAGEIROS
Quem freqüenta os grandes aeroportos, de preferência à
procura do gate de seu vôo
internacional, encontra fila numerosas e imensas de
passageiros que aguardam o momento de apresentação do cartão de acesso à
aeronave. Ali começa o ritual que depois de breve caminhada pelo finger os levará à entrada da cabine. Começa
assim a procura do número de seu assento e, a seguir, de um espaço livre para
colocar a bagagem de mão.Multiplique essa operação por,em média, mais de 200
viajantes e terá um calculo aproximado do tempo gasto pela empresa aérea na
operação de embarque.
A maioria das companhias ainda procuram o esquema ideal
para acelerar o ingresso de seus passageiros na cabine, ou seja para o momento
em que cada um deles estará sentado em seu assento e os comissários darão por
concluída a operação de embarque.
O problema começa no check-in : depende em primeiro lugar
do número de assentos que deverão ser ocupados pelos passageiros, em uma das
mais de quarenta fileiras do avião, assim como do número de bagagens de mão que
levará consigo. Há uma tendência ao abuso, em relação ao número, ao tamanho e
ao peso dessas malas. A ideal deveria ser uma só, ter o tamanho máximo de cerca
de 110 centímetros, somando as medidas dos três lados da bagagem, e pesar em
volta de 5 quilos. Mas na prática a realidade é outra. Acontece que, dado o embarque,
com precedência para os viajantes da classe executiva, para os idosos e para
aqueles que tem crianças, num Airbus 340-300, cuja capacidade chega a 274
passageiros, uns 36 deles irão na executiva e haverá, em média uns quatro a
cinco casais com criança. Serão cerca de 50 privilegiados, que ocuparão seu
assentos sem tensões ,enquanto os restantes deverão procurá-lo no início,no
meio ou na cauda do avião. Depende da empresa: há as que às vezes regulam os
embarques de maneira que os primeiros o entrar na cabine sejam os que vão
ocupar os assentos de fundo. Isso facilita o fluxo dos outros, mas assim mesmo,
devido às bagagens de mão, nem sempre o embarque procede de maneira continua e rápida, e em breve se formam no
corredor blocos que complicam os acessos dos que devem alcançar as demais fileiras
.O problema é agravado pela procura de espaço para as bagagens, quando os bins suspensos são ocupados por malas
maiores e mais numerosas do previsto.
O tempo precioso perdido pelas empresas no embarque causa
atrasos na decolagem e na chegada, afetando a rotatividade da aeronave, em
particular nos vôos de curta duração. Por isso algumas delas, aproveitando o
fato que nesta época a demanda é bastante elevada, tem imposto normas mais
rígidas para agilizar os embarques. Nos vôos internacionais mais longos, são
utilizados aviões maiores que tem cabines com dois corredores, de grande ajuda
considerando que, segundo estatísticas da Boeing, atualmente o embarque num vôo
doméstico americano com cerca de 140 assentos leva, em media, de 30 a 40
minutos.
Entre as providências tomadas nos Estados Unidos por
algumas empresas para aliviar a pressão do embarque, há a cobrança de uma taxa
pelas malas levadas a bordo: para não paga-la, agora muitos passageiros as
despacham para embarque no porão. Uma das “grandes”, a American Airlines, está
oferecendo a seus passageiros, após pagamento de uma taxa que varia entre 9 e
19 dólares, a possibilidade de embarcar por primeiros, enquanto os restantes
são divididos em três grupos que reúnem números de assentos sucessivos. Outra
aérea americana que mudou de nome, a American West, chegou a aplicar entre 2002
e 2007 um sistema chamado de “reverse
pyramid”, no qual eram chamados para embarque por primeiros os passageiros
com assentos nas janelas, começando com os de fundo.
Enquanto isso a Southwest, a low cost de mais longo sucesso da história da aviação mundial,
continua embarcando em primeiro lugar os viajantes da classe “Premium”, os “frequent travellers” e aqueles que
adquiriram por US$ 10 seu “early-bird
check-in pass”. A seguir, tendo constatado que os atrasos eram causados
pela falta de regras na marcação dos assentos, a aérea divide seus passageiros
em três grupos, cujos integrantes recebem números de poltrona sucessivos, de
acordo com a hora de sua apresentação no check-in: eles entrarão na cabine nessa
mesma seqüência. A Southwest afirma que assim consegue realizar seus embarques
em cerca de 15 minutos. Um recorde que maximiza a utilização das aeronaves,
contribuindo bastante - em vista de seus numerosos vôos round trip - para alimentar a longa série de lucros apresentados
por seus balanços de fim de ano.