SHOW DE TURISMO NA FEIRA DA ABAV
Empresas aéreas, hotéis,
Estados do país e representações de países e de grande número de organizações,
ligadas direta ou indiretamente ás atividades turísticas, tem seu ponto de
encontro anual com os usuários, as congêneres e os visitantes no Riocentro, um
conjunto de pavilhões atualmente bem mais acolhedores, depois que foram dotados
de um eficiente sistema de ar condicionado e dos indispensáveis serviços cuja
carência, antes, afastava eventos importantes.
Entre esses eventos deve ser
incluída a Feira das Américas, organizada
pela Associação Brasileira de Agentes de Viagens, ABAV, paralelamente com seu Congresso
nacional, que este ano chegou á sua 37ª
edição. Apesar de ser relativamente recente, a Feira já se impôs não somente na
America do Sul, com uma das majores manifestações anuais dedicadas ao turismo e
aos seus protagonistas domésticos e internacionais. Neste 2009 seus stands
devem ter totalizados mais de 250, entre nacionais e estrangeiros, grandes e
pequenos, alguns reunindo empresas menores em um desfile de guichês, outros se
impondo á atenção geral pelos seus tamanhos, as músicas, o material em
exposição, sem excluir uma verdadeira coleção de belas moças, dignas de
aparecer em capa de revista.
Os visitantes, além dos
aderentes á Abav, vem de fora, em particular de países de idioma espanhol, este
ano ainda mais numerosos, se movimentando entre os principais pavilhões,
carregados de bolsas contendo material que supostamente promoverá mais viagens,
facilitando entendimentos para ações conjuntas entre agências de viagens e
hoteleiros, focando países e regiões, serviços aéreos e marítimos, iniciativas
dedicadas a evidenciar as peculiaridades daquele recanto, hotel, resort, no
contexto dos mais conhecidos lugares turísticos ou, com freqüência, recém
descobertos e valorizados por administradores de visão.
Com certeza, além que pelas
toneladas de brindes, despejados com abundância em todos os balcões de recepção,
ou por uma ou outra degustação e pelo que sobrará das anotações tomadas nas
reuniões de imprensa nas páginas de jornais e revistas, esta nova edição
da Feira será lembrada por sua aparência atraente e festiva, pela fartura de informações turísticas e pela
organização dos pavilhões. Com destaques para o 4, dedicado ás representações
de países e de organizações estrangeiras e para o pavilhão 3, no qual os
Estados do Brasil e suas capitais apresentaram tudo o que, em matéria de
tradições e de atrações, merecia ser divulgado. Entre numerosas outras empresas
aéreas, encontramos na rua J, logo na entrada do pavilhão 4, a Tap Portugal, num
estande sóbrio mas funcional, com seu balcão de atendimento, bar , sala de
imprensa e material promocional. Com destaque para a revista UP, que é
encontrada a bordo dos Airbus da aérea e é recebida mensalmente por uma
mailing-list. Ela aparece em primeiro lugar no ranking do último relatório
europeu sobre essas publicações, pelas qualidades de conteúdo e por sua
esmerada impressão. E na rua G, paralela, Portugal num estande amplo e acolhedor
conseguiu esmiuçar o país em dezenas de publicações e mapas, completando a
imagem de um país que acredita no retorno dos investimentos turísticos.
Na entrevista que reuniu uns
50 jornalistas, o vice-presidente da
Tap, Luiz Mór, contou a essência da aérea, seu crescimento progressivo, as
dificuldades enfrentadas para superar a crise econômica e financeira mundial e
os objetivos futuros, se submetendo a seguir ás perguntas de quem queria mais
um detalhe ou não estava a par de dados específicos da indústria de transportes
aéreos. Houve quem pediu se no cálculo dos
assentos oferecidos são considerados somente os das viagens de ida, ou
também os da volta e quem pareceu preocupado pela admissão de Mór de que, devido
á crise mundial, a Tap havia reduzido o número de vôos semanais para o Brasil,
realizando fusões entre alguns destinos do Nordeste e cancelando uma ou outra freqüência,
quando a demanda mais se havia encolhido. O vice-presidente esclareceu que com
o preço do querosene nas alturas, quando a crise se acentuou, e os custos gerais
para operar um A330 ou um A340 tão elevados, nenhuma aérea poderia dar-se ao
luxo de voar com índices de aproveitamento negativos na ida e na volta, razão
pela qual, em épocas como a atual, todas as empresas acompanham a evolução das reservas,
para avaliar a conveniência de decidir cortes operacionais, mas sempre sem
prejudicar seus passageiros. “Mas tudo isso é provisório. Nos próximos feriados
a Tap voltará ás suas 67 freqüências semanais para o Brasil, sem perder de vista oportunidades
para aumentar-las, se houver mais demanda” E admitiu que a conjuntura está
evoluindo e já foram detectados picos de demanda, não somente para Lisboa mas
também para vários países da Europa. No máximo até a metade de 2010, acrescentou,
está prevista a normalização do tráfego aéreo mundial, e a Tap estará pronta
para lançar toda a sua frota mais moderna (4 Airbus A340-300 e doze A330-200)
nas velhas e novas rotas para 64 destinos em 31 países. Entre elas a mais nova
é Valência, que é o oitavo destino na Espanha a ser operado na Espanha a partir
deste 25 de outubro, junto com mais 43 na Europa, que incluem atualmente Moscou,
Varsóvia e Helsinque e com os 10 na África, acrescidos por Argel a partir de 26
de novembro .São mais de1.850 ,em média, os vôos semanais operados a partir de
Lisboa e Porto.
Em relação á origem do
tráfego procedente da Europa, que até setembro passado fez a Tap transportar nas
linhas do Brasil quase 900 mil passageiros, (com uma taxa média de ocupação de
70%) a parcela maior (19%) pertence a Portugal, seguido pela Itália (8%),
Espanha (6%), França (4%), Suíça (4%) e
outros com índices menores. E no sentido norte quase 60% dos embarques são
originados pelo Brasil. Esse crescimento continuo conta essencialmente no apoio
dos Agentes de Viagens, aos quais a empresa portuguesa tem facilitado o acesso ao seu site,
reformulado e com mais informações, enquanto acaba de disponibilizar para os
passageiros o novo portal Tap Mobile, com uma série de dados que podem ser consultados através do celular de
quem utiliza o serviço internet.
Informações como essas são descobertas pelo grande
público, além que pelos operadores turísticos de regiões mais afastadas das
capitais, ao participar da Feira.
Um mundo de dados que
facilitam as atividades profissionais e abrem aos viajantes os horizontes de
cidades e de países que integram um universo turístico sempre mais amplo, merecedor
de ser conhecido. A Feira é também uma importante fonte de negócios, uma
lucrativa iniciativa da Abav e uma preciosa ação promocional a favor do turismo
nacional.