AS ALIANÇAS E SUAS EFICIENTES ESTRUTURAS DE ROTAS A SERVIÇO DOS PASSAGEIROS

 

Alianças são algo bastante sério e são vantajosas tanto para as empresas participantes, como pelos passageiros. Mas não são utilizadas como deveriam, em particular quando as passagens aéreas são emitidas on-line pelos viajantes, ou por agentes de viagens poucos informados. Quanto ás reservas das empresas aéreas, seus funcionários são em maioria treinados na não difícil arte de estruturar longas viagens dos usuários incluindo nelas todas as congêneres que pertencem á mesma aliança.

 

Há sempre mais de uma “grande” empresa entre as companhias que integram as três Alianças. Na Star Alliance, além de outras, encontramos a Lufthansa, a United americana, a Singapore Airlines e a Tap portuguesa, todas com a sua longalista de codeshare, ou seja de congênere cujas rotas podem ser adicionadas ao vôo original, facilitando uma emissão única sem o menor problema para o passageiro, ao passar de uma para a outra companhia, até o seu destino final.Na SkyTeam, a segunda por importância, além da Aeroflot, que oferece seus assentos a numerosas aéreas européias, além da Continental, da Delta e da Korean, os passageiros tem menos opções de  encontrar codeshare convenientes, ficando por última a Oneworld que tem na American Airlines, na British e na Cathay Pacific seus maiores expoentes.

 

As alianças surgiram há 12 anos , de uma ação comum entre a KLM e a Northwest, empresa americana agora absorvida pela Delta, para superar as restrições anti-trustes das autoridades dos EUA. O entendimento operacional entre elas, é considerado um ensaio da liberalização instalada mais tarde pela política de open skyes  entre Estados Unidos e Europa dando consistência a uma forma de entendimento global entre as empresas que na década de 80, e ainda mais nas anteriores, parecia impossível. De fato o mundo da aviação comercial se desenvolveu numa forma competitiva, que depois da 2ª guerra mundial se protegia da concorrência assinando acordos de pool com as congêneres, nos quais era prevista até a divisão de lucros, se uma das participantes transportava na rota um numero a mais de passageiros que excedia aqueles embarcados pela congênere. Atualmente, os acordo de codeshare, que unem as aéreas que integram a mesma aliança são apenas uma facilidade para os passageiros, pois não está prevista nenhuma divisão de lucros excedentes. Mas as três alianças movimentam quase 60% da capacidade total da indústria e transportam cerca de dois terços dos viajantes por via aérea. Das três, a Star Alliance detém cerca de 23% do market share mundial, seguida pela SkyTeam com  cerca de 22% e pela Oneworld com uma participação de pouco mais de 18%. Quanto ao valor das receitas, antes das alterações impostas a partir de 2008 pela crise global chegou em 2007 a cerca de 122 bilhões de dólares entre as integrantes da Star Alliance, a 113 bilhões na SkyTeam e a US$ 109 bilhões na Oneworld.

 

Esses valores representam participações muito diferentes das três alianças nas várias regiões do mundo. Na America Latina, devido ao número reduzido de empresas com rotas de interesse para integrar roteiros procedentes dos Estados Unidos ou da Europa, cerca de 70% das empresas não participam das alianças que, depois da eliminação da Varig, envolvem quase exclusivamente Tam, Gol e Lan Chile. Na Europa, as aéreas chamadas de “non-alligned” detêm cerca de 40% do share, e as três alianças estão com porcentuais de participação que vão de um 15% para a Oneworld até cerca de 20% cada para Star Alliance e SkyTeam . Na Ásia dominam Star Alliance e Oneworld com um total de quase 50%, mas cerca de 49% das aéreas não está vinculadas a algum programa. Nos Estados Unidos, SkyTeam (30%), Star Alliance (23%) e Oneworld (16) absorvem cerca de 70% das empresas aéreas,não sendo provável que parte do restante 30% venha a ser ocupado por empresas menores, que deverão permanecer fora do mundo das alianças.

 

As vantagens proporcionadas ás companhias  aéreas por essas alianças são notáveis, a começar pelo fato que as rotas de cada uma se estendem nos mercados recíprocos sem custos adicionais, Aliás, nos trechos voados pela congênere, a empresa que emitiu a passagem recebe uma comissão da outra. E há uma série de iniciativas conjuntas, que visam reduzir custos, tanto nas compras de equipamentos como na expansão do uso da internet, entre outras, cujos resultados práticos tem sido inferiores ás estimativas iniciais. Sem contar a eliminação quase total das restrições governamentais, baseadas em medidas contra o surgimento de acordos que poderiam ser identificados como formas de trustes. Além de facilidades mutuas nos aeroportos, de particular interesse para as organizações globais, cujos executivos representam a essência do tráfego mais rentável para as aéreas, que é aquele das classes executivas, ou Premium.

 

As maiores companhias fazem questão de divulgar entre seus passageiros que estão voando numa aérea que participa de determinada aliança. Faltaria maior ênfase em relação ás vantagens para quem viaja e um esclarecimento sobre os nomes das congêneres e das rotas que integram a aliança, para que numa próxima viagem elas sejam selecionadas, no ato da reserva on-line ou na presença do agente de viagem.